No inicio de tudo, alguém pegou uma folha A4, rabiscou com um nome, colocou o endereço, horário o nome de algumas atrações e levou esse papel rabiscado até um mimeógrafo, fez algumas copias, recortou cada um deles e saiu por ai distribuindo esse pequeno papel, com as informações que deveriam levar um determinado público para uma festa imperdível. Assim nasceu o “flyer” de festa – dizem por ai e a historia oficial não nos interessa.
Os flyer são a forma mais direta, barata e democrática para divulgar uma festa. Com o passar dos anos, os rabiscos, foram ficando cada vez mais elaborados e o flyer passou a ser não mais só uma forma de divulgação, de passar informações lógicas, mas principalmente um objeto de arte contemporânea e subjetiva. Nasce o conceito de Flyer Arte (lembra do slogam; flyer é arte. Colecione!).
O Flyer Arte é um processo de criação que visa direcionar e alimentar o imaginário do público de cada evento especifico. Logo, um flyer bem trabalhado, criado por um designer que entende desse imaginário, vai transmitir uma mensagem que ativa no interior do seu público, uma espécie de chamado. Gerando as melhores expectativas para o determinado evento, o flyer fortalece um laço de confiança, entre público e produção do evento. Uma ferramenta tão importante como agregadora de signos, que o contrário de uma criação bem feita, um flyer tosco, feito de forma aleatória e visando apenas passar informações lógicas, pode afugentar totalmente o seu público.
Com a pressão dos tempos ecologicamente correto e a democratização das redes sociais, o flyer impresso em papel se torna não só uma atitude anti-ecológica como também um artigo de luxo/efémero. Surge a era do e-Flyer.
Acreditando nesse conceito de criação, é assim que começamos o nosso chamado.
O e-Flyer da primeira SUBversos foi criada em cima da desconstrução e apropriação da Arte desenvolvida por um dos principais Cyber Designer de nosso tempo: Android Jones (Thomas Andy).
Android iniciou sua carreira no início da cena rave em Melbourne em 1993, criando murais e projeções para festas. Seu amor pela música eletrônica e todas as coisas digitais levou Android a incorporar tecnologia de ponta em seu processo de criação, ainda em 1997, depois de terminar um curso de design gráfico da Universidade Monash, em Melbourne. Sua maior influência vem de documentários e filmes de ficção científica. Ele integra fotografia e imagens geradas por computador, juntamente com o pincel para criar mundos alienígenas e montagens atmosférica baseado na representação visual do Trance e outros gêneros de música eletrônica.
A Arte utilizada como base do e-Flyer da primeira SUBversos, se chama Cylathorn; Inspirado pela contínua evolução do relacionamento, intrínseca entre natureza e tecnologia, Andy produz obras pródiga em vários formatos, incorporando temas complexos e variados da ciência, natureza, música eletrônica e do planeta Terra. Usando uma câmara digital (com lente macro) Andy misturou fotos reais da natureza com as que ele criou usando software 3D. É este método de produzir a obra de arte que realmente simboliza o seu conceito de natureza e tecnologia. A fusão do chip de computador e as células do sangue.
Para o e-Flyer da primeira SUBversos, o processo de apropriação foi realizado por Roosevelt Soares (DJ, Designer, Roteirista, Filosofo de Botequim e maluco profissional). Com a intenção de dar um novo tratamento ao material produzido com fins culturais, a recontextualização da Arte de Andy foi gerada a partir do sampleamento, vetores, font’s e imagens geradas por computador e câmera digital.
- Ficou legal né?!
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